quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Genes alelos


O

lá pessoal, hoje vou falar sobre genes alelos.

Os genes alelos são segmentos de DNA, constituídos de pares. Um deles vem da mãe e outro do pai, no qual se encontra no lócus (lugar específico em que um gene se localiza no cromossomo humano).

            Os genes alelos são classificados em dois tipos: genes alelos recessivos e genes alelos dominantes.

            Os genes alelos recessivos são representados por letras minúsculas como, por exemplo: aa, bb, vv. Nele os fenótipos são expressos em homozigose (alelos que codificam uma característica igual).

Algumas caraterísticas dos genes alelos recessivos são: nariz reto, lábios finos, cabelo loiro ou ruivo e tipo sanguíneo negativo.

Algumas doenças relacionados aos genes alelos recessivos são: miopia, albinismo, daltonismo e hemofilia.

            Os genes alelos dominantes são representados por letras maiúsculas como, por exemplo: AA, BB, VV. Nele os fenótipos são expressos em heterozigose (alelos diferentes para um determinado gene).

 

            Os genes alelos dominantes são aqueles que determinam uma característica hereditária mesmo quando em dose simples nos genótipos.

            Algumas caraterísticas dos genes alelos dominantes são: nariz aquilino, lábios grossos, cabelo escuro e olhos escuros. Além disso, mais de um par de alelos podem interferir em uma mesma característica, como é o caso da cor dos olhos. Vamos imaginar que os alelos A/a e V/v, descritos na figura acima, determinam a coloração dos olhos dos seguindo o modelo da tabela a seguir:


 
 
Alelos de origem materna
 
 
AV
Av
aV
av
Alelos de origem paterna
AV
AAVV
Castanho
AAVv
Castanho
AaVV
Castanho
AaVv
Castanho
Av
AAVv
Castanho
AAvv Castanho
AaVv
Castanho
Aavv
Castanho
aV
AAVv
Castanho
AaVv
Castanho
aaVV
verde
aaVv
Verde
av
AaVv
Castanho
Aavv
Castanho
aaVv
verde
aavv
Azul

 

Assim, sabendo o filho herdará um dos alelos A/a e V/v de sua mãe e de seu pai, podemos supor, de forma aproximada, quais as chances do bebê nascer com os olhos castanhos, verdes ou azuis.



Fonte: Revista Saúde (http://www.imgrum.net/media/1286244079751845213_1495507762)


Uma animação bem legal sobre o assunto está no link a seguir:


Algumas doenças relacionadas aos genes alelos dominantes: Polidactilia, Doença de Huntington e Doença de von Hippel.

Então pessoal é isso por hoje, espero que tenham gostado de saber um pouco mais sobre os genes, continuem acessando o nosso blog!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

DNA e RNA


O

lá pessoal! Hoje nos vamos falar sobre DNA (ácido desoxirribonucleico) e RNA (ácido ribonucleico).

O que é DNA e RNA:

DNA e RNA são siglas de substâncias químicas envolvidas na transmissão de caracteres hereditários e na produção de proteínas compostas, que são o principal constituinte dos seres vivos; são ácidos nucleicos encontrados em todas as células humanas.

De acordo com a biologia, o DNA faz o RNA, que faz proteína (embora existam exceções como os vírus, por exemplo, o vírus da AIDS). A informação contida no DNA está registrada na sequência de suas bases na cadeia, que indica outra sequência, a de aminoácidos substâncias que constituem as proteínas. O DNA não é o fabricante direto dessas proteínas; para isso ele forma um tipo específico de RNA, o RNA mensageiro. O código genético está no DNA, no núcleo das células, já as proteínas ficam no citoplasma celular, para onde se dirige o RNA mensageiro.


Qual é a diferença do DNA e RNA:

É da associação dos diferentes nucleotídeos que se formam as macromoléculas dos dois tipos de ácidos nucléicos: o ácido ribonucleico (RNA) e o ácido desoxirribonucleico (DNA). Eles foram assim chamados em função dos açúcares presente em suas moléculas: O RNA contém o açúcar ribose e o DNA contém o açúcar desoxirribose.

Outra diferença importante entre as moléculas de DNA e a de RNA diz respeito às bases nitrogenadas: no DNA, as bases são citosina, guanina, adenina e timina; no RNA, no lugar da timina, encontra-se a uracila. A importância é o bom funcionamento dos ácidos nucléicos.


Funções do DNA e RNA:

DNA é o material genético da célula. Ao realizar a replicação, gera outra cadeia de DNA transferindo as informações e caracteres hereditários. Já pelos processos de transcrição produz uma molécula de RNA. Localiza-se no núcleo, mitocôndria e cloroplastos.

RNA pelo processo de Tradução realiza a síntese de proteínas, em que o RNAr compõe a organela Ribossomo, o RNAm codifica uma sequência de aminoácidos do hialoplasma para os ribossomos encadeando-os.


Saiba mais em:
So Biologia
UOL

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Dra. Sílvia Ligório Fialho


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lá pessoal! Hoje vou falar sobre mais uma funcionária da Fundação Ezequiel Dias Funed), Dra. Sílvia Ligório Fialho, 39 anos, formada em Farmácia pela UFMG, com doutorado e mestrado em Ciências Farmacêuticas também pela UFMG. Seu projeto principal é um sistema de liberação de drogas para o tratamento de diferentes doenças, principalmente oculares e  ncer.

Fizemos algumas perguntinhas:


       1.    Por que você escolheu essa área de atuação?
Na verdade eu sou farmacêutica e desde que eu me formei eu sempre trabalhei na área de desenvolvimento sempre buscando novos medicamentos para tratar algumas doenças. Comecei no mestrado trabalhando na linha de  microemulsão, que é uma emulsão um pouco mais elaborada para tratar doenças tópicas do olho. Fui gostando da ideia de buscar uma nova forma de tratamento para doenças que não são fáceis de serem curadas. Quando falamos de um sistema de liberação, é porque ele vai pegar a droga e levar exatamente para onde é preciso, diferente do que nós temos hoje no mercado, como por exemplo, um comprimido ou um injetável, que ela vai para a circulação sistêmica. Quando eu tenho um sistema de liberação a droga vai ficar mais tempo circulando no organismo e eu não preciso injetar várias vezes, ou eu vou conseguir direcionar para o lugar que eu quero tratar. Pela minha formação, por eu ser farmacêutica e pela dificuldade de tratar várias doenças hoje, que eu passei a gostar dessa linha de pesquisa.


      2.    Por que você acha importante os projetos que você desenvolve?
Porque hoje, infelizmente, muitas doenças oftálmicas levam à cegueira e existe uma dificuldade muito grande de tratamento. Por exemplo, quando eu falo de uma doença da retina, o tratamento necessita de injeções semanais no olho. Então, isso para o paciente é muito doloroso e muito sacrificante, ele não vai continuar fazendo esse tratamento. Quando pegamos um trabalho nosso que consegue colocar um sistema dentro do olho e ele libera por pelo menos dois meses, isso é muito gratificante para o paciente. Eu vejo a importância de tratar uma doença que o paciente não conseguia tratar antes. É o mesmo caso do câncer, por exemplo,  eu consigo direcionar a droga de tratamento para o local de ação, porque o câncer hoje tem o problema que às vezes as drogas matam mais do que a própria doença, com muitos efeitos colaterais. Conseguimos direcionar a droga para que ela vá diretamente para o local que deve ser tratado, diminuindo um pouco os efeitos colaterais dos medicamentos. Com estes medicamentos que desenvolvemos eu vejo a importância de melhorar os tratamentos e a qualidade de vida dos pacientes quando comparado com os tratamentos existem hoje no mercado.

 
     3.    Quais as melhores descobertas que você já teve nessa área?
O projeto que tem mais avançado hoje com muitos resultados positivos, é inclusive o projeto da minha tese, em que desenvolvemos um implante biodegradável, que é como se fosse um comprimido bem pequenininho. Ele tem 1mm de diâmetro por 4 mm de comprimento e  o  objetivo desse implante é tratar doenças  da parte posterior do olho, principalmente a retina. Já fizemos vários estudos com  esses implantes e eles já foram inclusive testados em seres  humanos, o que chamamos de estudos clínicos. Por isso, eu considero um  projeto importante e de grande relevância, pois tem resultados clínicos positivos e nesse momento estamos aguardando financiamento para dar continuidade e aumentar o número de pacientes que podem ser tratados para tentar viabilizar a comercialização.

 
      4.    Em relação à inovação, você tem alguma patente ou texto científico? 
Tenho algumas patentes. Esse implante mesmo que eu falei para vocês  é uma patente nacional e internacional. Temos outra patente de implante para tratamento de toxoplasmose, outra que é de um sistema de liberação de talidomida, na verdade eu acho que são sete ou oito patentes se não me engano, e todas elas são voltadas para sistemas de liberação, sejam eles na forma de implantes ou de nanopartículas. Tem uma que é diferente, pois é de um adjuvante, que é a única que não é um sistema de liberação de drogas, mas sim um adjuvante desenvolvido aqui na Funed para a produção de soros. Artigos científicos eu tenho vários, sobre diversas linhas de trabalhos, mas principalmente na área de oftalmologia, que é o principal foco da minha linha de pesquisa.  Tenho algumas publicações na área de câncer que está começando agora, mas a maioria é na área de sistemas para tratamento de doenças oftálmicas.

 
       5.     Você acha que contribui para o empoderamento da mulher no mundo da ciência?
Acredito que sim. Acho que a partir do momento que a gente consegue levar a ciência para a comunidade, estamos contribuindo de alguma forma, além da publicação de artigos, do desenvolvimento de patentes, temos a formação de muitos recursos humanos. São alunos de graduação, pós-graduação que passam por aqui e acabam levando um pouquinho do nosso conhecimento para  a comunidade. Desta forma, é bastante relevante o que a gente faz em termos de conhecimento. Entre ser mulher ou homem, e não sei se isso faria diferença, eu acho que eu consigo contribuir levando o conhecimento  para outras pessoas.

 
       6.    O que você faz tem haver com o tema do nosso blog?
Sim, inclusive minha Bic Júnior fez uma pequena matéria sobre como os medicamentos atuam nas células. O que a gente faz é tudo voltado pra isso, pois o medicamento atua direto na célula e pode tratar, mas também matar. Então, abordamos como que eles atuam, se eles atuam para o lado bom ou para lado ruim. O que fazemos realmente tem tudo haver com o que vocês fazem. Não trabalhamos exatamente na fisiologia da célula, a bioquímica, mas trabalhamos direcionando o medicamento para ela ou tirando dela. 

 

               Então foi isso por hoje pessoal!

 

Espero que tenham gostado de conhecer um pouquinho do trabalho da Sílvia.  Continuem acessando o nosso blog.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Grande cientista: James Watson


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lá pessoal, hoje vou falar sobre mais um cientista, James Watson.

James Dewey Watson nasceu no dia 6 de abril de 1928, em Chicago, no Estado de Illinois.

Em 1943, o jovem Watson entrou na Universidade de Chicago e recebeu seu bacharelato em zoologia em 1947. Enquanto sênior na universidade tinha se interessado em genética.

Em 1950, concluiu seu doutorado em Indiana e logo após viajou para Copenhague com uma bolsa de pós-doutorado. Em 1951, foi a uma conferência de Maurice Wilkins, um físico nuclear que se interessou por Biologia e estava começando a usar a cristalografia de Raio X para estudar a molécula de DNA e também conheceu Francis Crick, dando início a uma parceria.

Ao seguir o direcionamento do grande químico Linus Pauling, eles iniciaram uma construção de modelos de metal e papelão da molécula de DNA. O DNA que sabia-se existir em todas as células e que controlava a produção de enzimas, consistia de quatro bases, uma molécula de açúcar e uma molécula de fosfato.

A estratégia empregada por Watson e Crick era construir um modelo molecular que levasse em conta o tamanho e a configuração espacial dos nucleotídeos. Através de estudos de difração de Raio X, Watson e Crick revelaram que a molécula de DNA é um composto formado por duas longas cadeias paralelas, constituídas por nucleotídeos dispostos em sequência.

Em 1968, aceitou o cargo de diretor do Cold Spring Harbor Laboratory, neste mesmo ano James casou-se com Elizabeth Lewis, sua assistente do laboratório, união em que tiveram dois filhos. Em 1987, quando iniciou o projeto Human Genome Projec, Watson foi escolhido para lidera-lo, dando prestígio e aumentando sua imagem. Watson serviu como chefe do projeto até 1992, quando pediu sua demissão.

James continuou diretor do Cold Spring Harbor Laboratory até 1993, quando saiu para se tornar presidente da organização.

Há alguns anos James se aposentou e hoje, no ano de 2016, ele completou 88 anos de vida.

 

Local do nascimento:



Saiba mais em:

Livro: Os 100 maiores cientistas da história.

 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Voltamos das férias


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lá pessoal! O nosso blog está voltando das férias e, esse ano, estamos com força total, trazendo vários textos, várias entrevistas e muito mais.

                E vou começar falando das novidades que aconteceram enquanto nós estávamos de férias.

            Muitos já viram vários pais que guardam o cordão umbilical dos filhos, certo? Mas agora é diferente. Pais estão pagando para guardarem o dente de leite dos filhos, sabe por quê? Porque o dente de leite pode dar origem às células tronco. E muitos cientistas acham que isso pode ter utilidade no futuro, para ajuda na cura de algumas doenças.

            Já existem algumas pesquisas em andamento para a utilização dessas células, tanto em doenças, como também está sendo testada em animais.

Saiba mais sobre esse assunto: Folha UOL

         Ainda falando sobre dentes, pesquisadores britânicos e um brasileiro desenvolveram uma técnica que promete revolucionar o tratamento de cáries. E pode ser o fim da temida obturação.

          Os pesquisadores desenvolveram uma técnica que faz com que o dente com cárie se regenere sozinho, dispensando assim boa parte do tratamento tradicional. Funciona assim: uma esponja de colágeno encharcada com um remédio chamado tideglusib é colocada no buraco do dente, em contato com a polpa. Essa substância estimula as células tronco e, em pouco tempo, o dente volta a ser como antes.

           Ainda não foram feitos testes em seres humanos, mas os pesquisadores tem expectativas de que o tratamento esteja no mercado daqui a cinco anos.

Saiba mais sobre esse assunto:  G1 Globo

            Outra novidade que aconteceu, enquanto estávamos fora, foi o novo órgão identificado pelos cientistas, o “Mesentério”.

            A primeira menção ao mesentério foi feita no século XVI, por Leonardo Da Vinci. Essa parte do corpo era considerada apenas como um ligamento do aparelho digestivo.

            Com um estudo que durou cerca de seis anos, descobriu-se que o mesentério é um órgão único e contínuo.

            O mesentério é uma dobra dupla do peritônio - o revestimento da cavidade abdominal - que une o intestino com a parede do abdômen e permite que ele se mantenha no lugar.

A descoberta desse novo órgão abre caminho para novos estudos. E agora os cientistas querem detalhar, estudar a estrutura e função desse novo órgão.



Saiba mais em: BBC


            Espero que tenha se interessado pelas novidades, estávamos ansiosos para voltar para o blog. Continuem acessando e compartilhe com seus amigos!