sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Sindrome de Down



A síndrome de Down é um distúrbio genético que ocorre ao acaso durante a divisão celular do embrião. Esse distúrbio ocorre, em média, em 1 a cada 800 nascimentos e tem maiores chances de ocorrer em mães que engravidam quando mais velhas. Em uma célula normal da espécie humana existem 46 cromossomos divididos em 23 pares. A pessoa que tem síndrome de Down possui 47 cromossomos, sendo que o cromossomo extra é ligado ao par 21.

Sintomas:
Crianças com a síndrome de Down têm deficiências intelectuais e algumas características físicas específicas. Elas têm olhos amendoados, devido às pregas nas pálpebras e em geral são menores em tamanho. As mãos apresentam uma única prega na palma, em vez de duas. Os membros são mais curtos, o tônus muscular é mais fraco e a língua é protrusa, maior do que o normal.
Problemas de saúde e de aprendizado podem ocorrer, mas estes variam de criança para criança. Cada portador da síndrome de Down é único, os sintomas e sinais podem ser de moderados a severos.
Pessoas com síndrome de Down tem maior risco sofrer com alguns problemas de saúde, como:
·         Problemas cardíacos congênitos
·         Problemas respiratórios
·         Doença do refluxo esofágico
·         Otites recorrentes
·         Apneia do sono
·         Disfunções da tireoide, daí o fato de serem propensas ao sobrepeso.
Tratamento:

Não existe um tratamento especifico para a doença, mas existem tratamentos que podem amenizar os diversos problemas de saúde que vãos surgindo na vida deles, sendo que o acompanhamento médico deve ser constante e feito de perto por profissionais qualificados. Além disso, os médicos também costumam encaminhar estas crianças para outros especialistas afim de treinar suas habilidades para que eles convivam da melhor forma possível com o restante da sociedade. O fator mais importante para garantir um bom desenvolvimento é o convívio social e o bom ambiente familiar, o cuidado com as crianças com síndrome de Down não é diferente do cuidado com as crianças sem a síndrome, devem sempre ter carinho, atenção e amor para que se desenvolvam de uma forma melhor.  


APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais é uma associação social sem fins econômicos, que defende e presta serviços a pessoas com deficiência. Promove a inclusão social dos seus usuários, e ajuda a promover uma melhor qualidade de vida para os deficientes.
Curiosidade:

A síndrome de Down é comemorada no dia 21/03 por ser a trissonomia do cromossomo 21

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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Jolie Kiemlian Kwee



O

lá pessoal, hoje trouxe mais uma entrevistada, dessa vez ela veio do Rio de Janeiro embora seja paulista e está passando uns dias com a gente na Funed.
Jolie Kiemlian Kwee, 55 anos, é formada em ciências biológicas pela Universidade Santa Úrsula (USU), mestrado em bioquímica na UFRJ e doutorado na USP.

O seu projeto é sobre Metabolismo Tumoral (INCA)
“Eu sou pesquisadora no Instituto Nacional de Câncer (INCA), faz aproximadamente 31 anos que eu trabalho lá.”
“O metabolismo tumoral é mais voltado para pacientes que tem resistência ao tratamento quimioterápico, ou seja, eu procuro ver vias ou formas de contornar a resistência que o paciente tem ao tratamento convencional, eu tento identificar as moléculas no metabolismo dele responsáveis por essa resistência e estudo formas de bloquear essas proteínas aumentando a sensibilidade do tumor ao tratamento. ”

Fizemos algumas perguntinhas:
1-    Por que você escolheu essa área?
“Quando eu entrei no Instituto Nacional de Câncer, eu era estudante de biologia e tinha por volta dos 20 anos, eu sempre estudei a área de bioquímica e eu fui vendo que na minha época existia poucos estudos sobre o paciente em si, sempre se estudava novas drogas, então eu comecei a ler artigos ressaltando a importância de se entender a fisiologia do paciente com câncer, como eu achei interessante comecei a estudar. Esse estudo não é uma novidade, ele existe desde 1930 com Otto Heinrich Warburg que foi um grande cientista judeu alemão que estudava metabolismo tumoral e foi um grande bioquímico, e que só agora nos últimos 10-20 anos que começaram a valorizar seu trabalho, e ai eu comecei a me interessar por essa área, entender o que o paciente tem de forte e fraco, e tentar atacar dentro da fisiologia de cada paciente, por isso que agora a medicina está se tornando mais personalizada, vocês ainda vão escutar muito sobre medicina personalizada, que é a medicina individualizada para cada paciente, não só em câncer, mas em todas as áreas, então estão vendo que pacientes com o mesmo tipo tumoral respondem diferentemente ao mesmo tipo de tratamento, uns respondem e os outros não e isso tem uma razão, a característica está no paciente e não no quimioterápico, agora está se estudando muito mais o paciente, para entender melhor a patologia e escolher a melhor forma de tratamento, foi ai que na minha época eu entendi e comecei a me interessar por isso, estudar a doença e não só as formas de combatê-la.”

2-    Quais experiências ou repercussões você teve nessa área?
“Bom, a experiência é vasta porque na pesquisa a gente tem não só a experiência profissional, mas também a pessoal, o pesquisador tem que lidar com frustrações. Eu costumo brincar com meus alunos que pesquisa é 98% de dados errados e 2% de sucesso, então a gente tem que ser muito persistente para poder trabalhar e estudar em cima disso, ainda mais quando é material biológico.
As realizações são as orientações, os alunos que passam por nós, os trabalhos que conseguimos publicar, teses que a gente orienta, essas são as nossas realizações, digamos assim, é sempre aprender, pois todo pesquisador é um eterno estudante. Eu sou estudante a mais de 30 anos e é uma coisa que eu adoro, estudar e aprender coisas novas.”

3-    Você acha que contribui para o empoderamento da mulher na ciência?
“Sabe que eu nunca pensei nisso, na ciência tem bastante mulher , o problema é que aqui no brasil o pesquisador é pouco valorizado, em termos não só salariais, por isso que talvez tenham mais mulheres na ciência porque os homens não se interessam muito devido aos baixos salários já que no Brasil e em outros países o salário da mulher é menor, então acaba tendo mais mulheres na pesquisa e eu acho também que pela própria valorização aqui no pais, mas a gente contribui bastante, a mulher tem um peso muito grande não só na ciência, mas na educação também, as duas coisas caminham juntas”.

4-    Você acha que vai deixar alguma contribuição para a sociedade?
“Eu não sei se eu vou conseguir, mas eu tento fazer a minha parte em orientações de alunos, não só orientação profissional, mas orientação de vida também, a gente lida com pessoas, tem que ter conduta, postura, profissionalismo, a gente contribui com isso, eu já tenho alunos que estão no mercado, que estão bem, com bons empregos alguns seguiram pesquisas, outros estão na iniciativa privada”.

5-    Qual a relação do seu trabalho com o tema do blog?
“Tudo, porque eu lido com células tumorais, que são células doentes,  infelizmente só soube do blog agora e ainda não acessei, mas eu vou entrar, eu imagino que vocês devem falar tanto de células patológicas quanto de células normais, então eu acredito que a minha parte seria a de células patológicas, células tumorais tem o metabolismo bem diferente das células normais, então eu acho que tem tudo a ver com o blog”.

Essa foi a nossa entrevistada de hoje espero que tenha gostado de conhecer um pouco mais sobre a Jolie e o seu trabalho. Continue acessando o blog, e compartilhe com os seus amigos.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Centríolo



Quem sou eu na célula?

O que são?
Os centríolos são estruturas presentes no citoplasma das células eucariontes da grande maioria das espécies animais. Não são envolvidas por membrana e participam do processo de divisão celular.


Estruturalmente, são constituídos por um total de nove trios de micro túbulos proteicos que se organizam em cilindro.
São autoduplicáveis no período que precede a divisão celular migrando, logo a seguir, para os polos opostos da célula.


Função:

Tem grande importância no processo de divisão celular.
Participam da organização do fuso miótico* .
Atuam na formação dos cílios e flagelos.


Doenças associadas:
-Doenças genéticas e de desenvolvimento.

Miótico*: estrutura do citoesqueleto envolvida na meiose e mitose

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