sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Lynn Margulis

Lynn Margulis nasceu no dia 5 de março de 1938, em Massachusetts. Aos 14 anos foi admitida na Universidade de Chicago.
Em 1957, casou-se com Carl Sagan, um famoso astrônomo. Eles ficaram casados por 6 anos.
Em 1960 fez mestrado em genética e zoologia na Universidade de Wisconsin.
Em 1965, casou-se com Thomas Margulis, um químico.
Em 1965, em sua monografia de doutorado, Lynn desenvolveu uma teoria simbiótica, que desafia as teorias neodarwinistas com o argumento que as variações herdadas não se devem a mutações ao acaso, mas à interação entre os organismos em longo prazo. Segundo Margulis, a origem das primeiras células com núcleo se deu a partir da fusão de bactérias primitivas há bilhões de anos, com o que essas bactérias seriam um fator a levar em conta na origem da vida.



A teoria não obteve aceitação fácil, o artigo Origens das Células em Mitose foi rejeitado mais de 10 vezes.
Em 1970, o seu primeiro trabalho sobre a simbiose, foi publicado com o titulo Origem das Células Eucariotas.
O reconhecimento pelo seu trabalho veio somente em 1983, no mesmo ano em que foi eleita para a Academia Nacional de Ciências.
Lynn faleceu no dia 22 de novembro de 2011, aos 73 anos, em Massachusetts, em consequência de um acidente vascular cerebral que sofreu.

Saiba mais em:
Livro: Os 100 maiores cientistas da história

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Entrevista com Christiane Contigli

Olá pessoal, hoje trouxemos mais uma entrevistada. Christiane Contigli, 51 anos, formada em Ciências Biológicas com Bacharelado em Genética pela UFMG. Fez Especialização em Pesquisa em Microbiologia médica e depois Mestrado e Doutorado em Bioquímica e Imunologia, sempre na UFMG, mas parte dos estudos de Doutorado foram desenvolvidos também na Università degli Studi di Firenze (Itália). Complementou sua formação acadêmica com o Pós-doutorado em Imunogenética, desenvolvido na UFTM (Uberaba) e na Universitè d’Aix-Marseille III (França).

Fizemos algumas perguntinhas:

1- Qual a sua área de atuação?
Minhas áreas de atuação, hoje em dia, são Imunologia Aplicada, Biologia Celular, Biotecnologia e Ciência dos Alimentos.

2- Porque você escolheu essas áreas?
Quando comecei a fazer o curso de graduação em Ciências Biológicas, meu primeiro interesse foi pela Genética, mas aí descobri a Imunologia e a Biologia Molecular e também me apaixonei por essas áreas. Da Graduação ao Doutorado, fiquei pulando da Imunologia para a Genética Molecular e de volta para a Imunologia, até que no Pós-doutorado trabalhei com Imunogenética, unindo todos esses interesses científicos.
Quando entrei efetivamente para o mercado de trabalho, as oportunidades que surgiram me fizeram migrar da ciência básica para a pesquisa aplicada e o desenvolvimento tecnológico e, paralelamente, para o ensino acadêmico. Então, ao longo das várias experiências profissionais que tive, fui descobrindo meu interesse também pela Biotecnologia e mais recentemente, pela Ciência de Alimentos, áreas nas quais pude aplicar os conhecimentos técnico-científicos previamente adquiridos para projetos que vão da Saúde Pública à Segurança de Alimentos. Agora estou de volta à Biologia Celular e Imunologia, sem deixar de lado a Biotecnologia.

3- Quais experiências você teve nessa área?
Durante minha graduação, fiz Iniciação Científica em Imunologia. Depois migrei para a Genética de microrganismos, sendo que meu TCC de Bacharelado foi sobre clonagem de genes de resistência bacteriana ao mercúrio usando um bacteriófago (vírus de bactérias) como vetor.
Quando me formei, recebi uma bolsa de Especialização em Pesquisa na área de Microbiologia médica e participei de estudos sobre o Helicobacter pylori (bactéria que pode provocar gastrite, úlcera e câncer no estômago).
Durante o Mestrado, Doutorado e Pós-doutorado, voltei para a Imunologia Celular e Molecular e para a Biologia Molecular. Surgiu então a oportunidade de trabalhar na área de produção, controle da qualidade e desenvolvimento de produtos, em empresas de biotecnologia que fabricavam testes imunológicos e bioquímicos para diagnóstico in vitro.
Depois disso, me tornei pesquisadora da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais - CETEC, onde busquei utilizar meus conhecimentos técnico-científicos e minha experiência na indústria na implantação de uma nova linha de pesquisa na área de Biotecnologia, voltada para o desenvolvimento e a aplicação de métodos imunológicos rápidos na Segurança de Alimentos, Saúde Pública e Meio Ambiente.
Anos depois, surgiu a proposta de me transferir para o SENAI, que assumiu as atividades tecnológicas que eram desenvolvidas pelo CETEC, e lá atuei, até recentemente, como Diretora do Instituto SENAI de Tecnologia em Alimentos & Bebidas. Nessa função, o lado de pesquisadora que ficou em segundo plano, mas pude desenvolver meu lado de gestora e empreendedora, pois liderei a equipe na reestruturação do antigo setor onde trabalhava para transformá-lo em um instituto de tecnologia.
Além disso, desde o Doutorado, tive várias oportunidades de atuar como Professora em cursos de Graduação e de Pós-graduação e como Orientadora de estudantes da Iniciação Científica ao Mestrado, complementando minha formação e experiência profissional e contribuindo para a formação de novos profissionais nas várias áreas em que atuei.
Recentemente de volta ao serviço público, me transferi para a FUNED, onde hoje faço parte da equipe do Serviço de Biologia Celular da Diretoria de P&D. Aqui, estou retomando minha atuação como Pesquisadora e pretendo contribuir com minha experiência para o desenvolvimento de aplicações biotecnológicas que beneficiem o diagnóstico e o tratamento do câncer.

4- Você acha que contribui para o empoderamento feminino na ciência?
Acho que nunca parei para pensar nisso... Venho de uma família cheia de mulheres fortes, autônomas e batalhadoras, e este foi sempre meu exemplo, de igualdade de valores e oportunidades, não importando o gênero. Então, sempre encarei como normal a questão de ser mulher na carreira de cientista.
Na minha vida acadêmica e profissional, poucas vezes senti discriminação por ser mulher. E como isso não fazia parte do meu mundo, me surpreendi bastante quando aconteceu!
Mas com exceção desses episódios, quase sempre atuei em equipes nas quais as mulheres representavam a grande maioria e eram respeitadas e até preferidas aos homens, pelas características ditas “femininas” como capacidade multitarefa, atenção aos detalhes, destreza manual, organização. Apesar disso, geralmente os líderes eram homens, mesmo sendo minoria em número.
Assim, ao contribuir para a formação de novas cientistas, ao ter me tornado líder de equipe e por trabalhar em equipes lideradas por mulheres, acredito que estou, mesmo que não intencionalmente, fortalecendo a presença das mulheres em posições de liderança na Ciência.

5- Você acha que vai deixar alguma contribuição para a sociedade?
Eu espero que sim! Acredito que tudo que fiz até hoje em termos profissionais, seja como cientista, professora, orientadora ou gestora, contribuiu de uma maneira ou de outra para o avanço dos conhecimentos científicos, para a formação de novos profissionais, para a estruturação de áreas de pesquisa e tecnologia. Por coincidência ou não, em cada lugar onde trabalhei, desde a pós-graduação, fui sendo direcionada para a implantação ou reestruturação de alguma coisa: novos ensaios e procedimentos de laboratório, novos laboratórios, novas áreas técnicas, novos produtos e serviços, até um instituto de tecnologia inteiramente novo. Mesmo que, por um motivo ou por outro, eu não esteja mais nesses lugares, o trabalho continuou ou serviu de base para o que veio depois. Então, acredito que, mesmo que minha participação no futuro não seja conhecida ou lembrada, deixei algumas sementes plantadas.
Além disso, lecionar e orientar pessoas é gratificante, seja pela contribuição para a formação de novos profissionais, quanto pelo desafio do aprimoramento constante para transmitir não apenas conhecimentos, mas o gosto pela busca de conhecimentos e, principalmente, valores. Alguns desses profissionais que encontrei ao longo do caminho me deixam orgulhosa até hoje! Esse legado é muito mais importante do que participar da construção e implantação de estruturas físicas, porque estas sementes vão frutificar nos que também forem influenciados por eles. É assim também que crio meus filhos! 

6- Qual a relação do seu trabalho com o tema do blog?
Aqui no Serviço de Biologia Celular da FUNED, fazemos pesquisas na área de oncologia. Um dos meus focos é o desenvolvimento e implantação de novos métodos imunológicos para caracterizar e identificar tumores com maior rapidez e eficiência, que possam auxiliar no diagnóstico e no direcionamento do tratamento. Para isso, pesquisamos moléculas que sejam específicas de determinadas células tumorais, principalmente aquelas que não são fáceis de identificar ou para as quais os tratamentos atuais não funcionam tão bem. Aí, buscamos desenvolver ou padronizar testes laboratoriais que utilizam anticorpos para identificar essas moléculas.
Outra área de atuação é o estudo de compostos naturais, derivados de plantas, animais e microrganismos, com atividade contra as células tumorais, que possam futuramente dar origem a novos medicamentos contra o câncer. Em laboratório, testamos vários tipos de células tumorais para verificar se os compostos são capazes de bloquear seu crescimento ou matá-las. Depois escolhemos os mais potentes e pesquisamos quais são as moléculas que fazem parte desses compostos e como elas atuam nas células, seu mecanismo de ação.


Então pessoal, foi isso por hoje, espero que tenham gostado de conhecer um pouco sobre a Christiane e sobre o seu trabalho.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Novembro azul

Novembro é o mês em que a população masculina luta contra o câncer de próstata.


O que é o câncer de próstata?
câncer de próstata se caracteriza como consequência da transformação de células da próstata de forma anormal, podendo, assim, se espalhar por todo o órgão e, em casos mais graves, até mesmo fora dele.

O que é a próstata?
A próstata é uma glândula pertencente ao aparelho reprodutor masculino e está localizada logo abaixo da bexiga e na frente do reto e da uretra. Todos os órgãos do corpo humano possuem várias células que formam os tecidos que o compõe, com a próstata não seria diferente. Porém, mesmo diante disso, a maioria dos casos de câncer de próstata tem início nas glândulas responsáveis por produzirem parte do líquido seminal, que protege e nutre os espermatozoides.



Como se manifesta o câncer?
Na maioria das vezes, o tumor cresce de forma lenta e estima-se que, cerca de 80% dos pacientes com mais de 80 anos que morreram por conta de outros problemas, nem sabiam que tinham o câncer em seu organismo. Por outro lado, em outros casos, o câncer se desenvolve e se prolifera de maneira muito rápida.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) informam que o câncer de próstata é o segundo mais comum tipo de câncer entre os homens brasileiros, ficando atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. O INCA ainda estima que, em 2016, mais de 61 mil casos serão diagnosticados ao longo do ano. Com relação aos números de mortes causados por câncer, o de próstata está na segunda posição a primeira é ocupada pelo câncer de pulmão.



Sintomas:
·         Os sintomas incluem dificuldade em urinar, mas, às vezes, não há sintomas. As pessoas podem ter no trato urinário: dificuldade em iniciar e manter um fluxo constante de urina, fluxo urinário fraco, micção excessiva durante a noite, micção frequente, retenção urinária ou vontade de urinar e incontinência.

Tratamento:
·         O tratamento depende do estágio da doença
·         Alguns tipos de câncer de próstata crescem lentamente. Em alguns casos, é recomendado monitoramento. Outros tipos são agressivos e necessitam de radioterapia, cirurgia, terapia hormonal, quimioterapia ou outros tratamentos.

Como o câncer é diagnosticado?
O exame físico (de toque) é realizado pelo médico e dura apenas 10 segundos! Tem como objetivo analisar a consistência da próstata, o tamanho e se existem lesões palpáveis através do reto na glândula. Esse exame ainda gera muita polêmica e, talvez por isso, a conscientização sobre a gravidade da doença seja tão necessária. É preciso acabar com o preconceito que ainda existe em muitos homens.
O exame de toque, junto com o PSA, deve ser feito anualmente, como rotina. É fundamental que todo homem entenda que a saúde deve ser colocada em primeiro lugar, acima de qualquer construção cultural que possa levar ao preconceito.




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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Célula Piramidal

O que são as células piramidais?
A célula piramidal é um tipo de neurônio. As células piramidais apresentam corpo celular em formato piramidal. Os axônios podem apresentar ramos colaterais locais, mas também projetam para fora suas regiões corticais.



Onde são encontradas?
É um tipo de neurônio encontrado em áreas do cérebro, incluindo o córtex cerebral, o hipocampo e na amígdala.

Função:
O sistema piramidal é responsável pela execução dos movimentos voluntários, realizados através dos músculos estriados. As fibras do sistema piramidal originam-se principalmente nas células piramidais gigantes ou Células de Betz.

Lesões das células piramidais:
-Paresias musculares (dificuldade para realizar movimentos, com perda parcial da força)
-Paralisia muscular
-Perda de reflexos

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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Nikole Gontijo Gonçalves



Olá pessoal, hoje trouxemos mais uma entrevistada, dessa vez foi Nikole Gontijo Gonçalves, 25 anos, que está cursando biomedicina no Centro Universitário UNA.

O projeto que Nikole faz parte se chama: “Determinação das suscetibilidade das linhagens de tumores ovariano (TOV-21G e SKOV-3) à cisplatina e avaliação do perfil de expressão dos genes TNFRS10D, TRAF2, RIP, TANK e NF-KB como marcadores moleculares candidatos à avaliação de fatores prognósticos”. Fatores prognósticos são aqueles que se relacionam a sobrevida do paciente.

Nikole explicou um pouco sobre o seu projeto: “Eu trabalho com linhagens celulares de tumores de ovários, e tratamos essas células com quimioterápicos que são usados hoje na prática clinica, que é a cisplatina, paclitaxel e também usamos uma proteína recombinante, que é usado pelo nosso sistema imune que é a TRAIL. Com isso queremos mostrar que o problema do câncer de ovário, está no fato que as pacientes mesmo após tratamento apresentam recidiva da doença com cerca de 2 anos, ou seja, as células criam resistência. Então, estamos procurando uma droga a qual as células não consigam criar resistência ou que seja uma alternativa para as pacientes”.
“Então eu avalio 5 genes que são da cascata da via de sinalização de TRAIL, para ver se os genes podem ser marcadores moleculares, para poder subdividir as pacientes, por exemplo se a paciente apresenta uma expressão diferencial do gene X ela é tratada com um determinado quimioterápico, se ela tem o gene Y ela pode ser tratada com outra droga. Isso seria a pratica da medicina personalizada, onde segregamos as pacientes para que elas não sejam tratadas com a mesma droga”.

Fizemos algumas perguntinhas:

1-    Porque você escolheu essa área?
Eu escolhi o curso de biomedicina porque eu sempre fui interessada pela pesquisa, então no 2º período tive a oportunidade de vir trabalhar no laboratório da Funed. E eu sempre tive interesse em oncologia, e eu realmente caí na área certa. Sou apaixonada com o que eu faço, e sempre muito interessante você vir para o trabalho e não saber o que você vai encontrar, então é isso que me motiva. Você vem pra cá e cada dia encontra alguma coisa diferente. Realmente gosto do que eu faço.

2-    Porque você acha importante o projeto que você desenvolve?
Eu acho que é importante porque apesar do câncer de ovário ter uma incidência baixa, esse câncer acaba sendo negligenciado. Pois, não tem muitas alternativas para as pacientes. E eu acho que a importância do meu trabalho é esse, tirar o que eu faço da bancada e fazer com que ele chegue a alguma pessoa e seja benéfico para alguém.

3-    Você acha que vai deixar alguma contribuição para sociedade?
Bom eu espero deixar uma contribuição com esse trabalho. Meu objetivo é esse fazer com que meu trabalho chegue até alguém. Não que ele vire um produto, mas que ele seja utilizado, saindo da pesquisa e beneficiando outras pessoas.

4-    Qual a relação do seu projeto com o tema do blog?
Bom, meu projeto utiliza 3 linhagens de celulares de tumores de ovário e a gente quer mostrar que mesmo sendo linhagens de tumores, queremos mostrar que tem características diferentes. Ou seja, a importância dos subtipos tumorais de um mesmo tumor e como as células têm características diferentes, mesmo estando em um mesmo tecido.

E para engajar com o tema de câncer de ovário, o blog veio desejar as mais sinceras condolências pela morte da atriz Márcia Cabrita, que morreu hoje (dia 10/11), aos 53 anos. Ela foi diagnosticada com câncer no ovário e se submeteu a uma cirurgia para a retirada dos ovários e do útero. Em seguida, ela iniciou quimioterapia para o tratamento da doença mas infelizmente o câncer já estava em estagio avançado.



Bom esse é um pouco do trabalho da Nikole, espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais de mais uma pesquisa feita na FUNED.

Henrietta Lacks - HeLa

Henrietta Lacks nasceu no dia 1 de agosto de 1920 em Roanoke, Virginia – EUA. Henrietta faleceu em 1951 com câncer de colo de útero.
O ano do seu falecimento foi um grande marco para a biotecnologia pois as suas células revolucionaram as pesquisas cientificas medicas desde então.




Henrietta Lacks teve câncer no colo do útero pouco antes de morrer, ela estava infectada pelo HPV tipo 18 que é o mais oncogênico,  e um médico retirou um pedaço de tecido para uma biópsia, sem pedir autorização, já que na época ainda não havia legislação específica sobre o assunto.
As células HeLa foram cultivadas quando a senhora Lacks recebia tratamento para um câncer do colo uterino no Johns Hopkins Hospital. Seu câncer produzia metástases anormalmente rápidas, mais que qualquer outro tipo de câncer conhecido pelos médicos.
Após o óbito de Henriette Lacks, suas células continuaram sendo cultivadas para estudo de sua impressionante longevidade, sendo distribuídas por vários laboratórios em todo o mundo. Jonas Salk as utilizou para produzir uma vacina contra a poliomielite.
Desde então, as células removidas do corpo dela vêm crescendo e se multiplicando. Há bilhões delas em laboratórios do mundo todo sendo usadas por cientistas, que as batizaram de linha celular HeLa, uma referência ao nome de Henrietta.

Calcula-se que a quantidade de células existentes nos laboratórios de todo o mundo supere o número de células de Henrietta em vida.
As células HeLa são chamadas de imortais por se dividirem num número ilimitado de vezes, desde que mantidas em condições ideais de laboratório, usando tecnologia conhecida como cultivo de células vivas in vitro, inclusive uma das atividades do Serviço de Biologia Celular da Funed responsável por esse Blog. Atribui-se isso ao fato dessas células terem uma versão ativa da enzima Telomerase, implicada no processo de morte das células e no número de vezes que uma célula pode se dividir.
Como a retirada foi feita sem autorização, os familiares dela - ainda vivos - precisaram lutar por muitos anos por seus direitos e chegaram a acionar a Justiça por uma compensação financeira, já que são cobrados altos valores pelas células de Henrietta.

Caso queiram saber mais, foi escrito um livro biográfico sobre a história de Henrietta que se chama: “A vida imortal de Henrietta Lacks” que deu origem ao  filme. (http://www.adorocinema.com/filmes/filme-247248/)

                                                       Células HeLa 


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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

FINIT - Feira Internacional de negócios, inovação e tecnologia

Olá pessoal, nos dias 31 a 04 de novembro aconteceu a FINIT que é a maior feira de negócios, inovação e tecnologia da América Latina. E o nosso blog não podia ficar de fora dessa.

Tiramos várias fotos, além de divulgar o blog e conhecer outros projetos super interessantes. E não foi só a gente que participou, as startups OncoTag e CELLType nascidas no Serviço  de Biologia Celular da Funed coordenado pela Dra. Luciana, que é nossa orientadora e chefe do Serviço, também participaram juntamente com os vários alunos de iniciação científica.

Foi uma experiência única e estamos compartilhando com vocês algumas fotos para que também possam visualizar um pouco do que aconteceu.

Agora aguardamos a próxima temporada em 2018!!!